Quatro da tarde, na esquina da rua Jardins com a Avenida Neiva. Foi meio sem querer que aconteceu. Ele tava ali, bem na minha frente, camiseta azul, bermuda, tênis e cabelo bagunçado. Eu nem tinha reparado na sua existência, mesmo sendo o cara mais perfeito do mundo. Eu sou meio desligada.
- Prazer, Eduardo.
- Alice - disse seca, nem olhei pra cara do rapaz. Palhaçada, odiava receber cantadas na rua.
- Bem… Desculpa aí. Tchau.- A voz dele ficou meio sem jeito e eu fiquei com peso na consciência. E se ele quisesse apenas perguntar as horas? Se ele estivesse procurando uma rua? Se ele estivesse afim de fumar e precisasse de um isqueiro? Droga, fui grossa!
- Ei estranho, volta, pode falar.
- Falar o que?
- Como vou saber? Foi você que veio falar comigo.
- Ah, eu queria te ver mais de perto. Eu te vi ali do bar e me deu uma vontade enorme de te ver de perto - Ok, era uma cantada. Mas era fofa, era romântica, sem baixaria. Gostei. 0x1 pro Eduardo.
- Bem, agora você viu.
- Vi, mas não devia ter vindo aqui.
- Porque?
- Eu sou um idiota, você deve estar me achando um idiota e com toda a razão… E bem, agora que eu te vi de perto pude comprovar que você é perfeita. Minha vontade de você cresceu mais ainda. - Ele sorriu pra baixo, tímido, mas dava pra ver que ele sabia que estava me ganhando. Edu não era bobo e eu estava gostando dele. 0x2 pro Eduardo.
- Eu gosto de idiotas.
- Mesmo?
- Sim.
- Me passa seu número.
- 6969-6969. E o seu?
- 8779-4335. - Eu disquei enquanto ele falava e liguei pra ver se era o número certo. O celular dele começou a tocar Cornerstone do Arctic Monkeys. Merda, merda, merda… Ele tinha passado o número certo e gostava de Arctic. 0x4 pro Eduardo.
- A gente bem que podia se encontrar, você sabe… Pela vida.
- E você bem que podia me passar seu número certo pra tornar isso possível. - Eu ri. 0x5 pro Eduardo. Esse garoto tava me fazendo perder a cabeça.
- Eu acabei de te ligar. - Falei de forma irônica. Ele olhou pro celular e digitou algo.
- Salvei como “gostosa”. - Eu ri mais ainda, deixando as minhas covinhas que eu odiava aparecerem.
- Nossa, você é muito idiota mesmo.
- Que bom, você disse que gostava de idiotas.
- Tô parando de gostar.
- Sério?
- Não - Ai a gente paralisou, congelou. Ficamos um tempão olhando um pro outro.
- Seus olhos são tão verdes - Como eu fui ridícula de dizer isso! Eu não era de amolecer mas o tal do Edu… Ele tinha algo de diferente.
- Você é toda pequeninha. Deve caber direitinho nos meus braços - Ah, pelo amor de deus, esse moleque devia estar tirando com a minha cara! Como ele sabia tudo o que eu gostava de ouvir? 0x6 pro Eduardo.
- Quer comprovar isso? - Eu cheguei perto dele e ele me abraçou. Eu fiquei quietinha ouvindo os batimentos dele, e sentindo aquele perfumo bom. Aquilo era o paraíso. As mãos dele seguraram fortemente a minha cintura, até que uma deslizou até minha bunda. Confesso que não esperava nada diferente vindo dele. Me afastei.
- Seu tarado, vou dar queixa na polícia - Olhei pra ele tentando parecer séria, mas não conseguindo. Os dois sorriram.
- Admite, foi bom.
- Foi nada.
- Foi sim - Foi bom. 0x7 pro Eduardo.
- Olha, tenho que ir - Não tinha que ir coisa nenhuma, mas se ficasse mais eu sabia que não iria mais resistir ao charme daquele cara - Me manda uma mensagem qualquer dia.
- Ok - ele voltou pro bar e eu atravessei a rua. Meu celular começou a tocar e por incrível que pareça já era uma mensagem dele. “Você fica linda quando atravessa rua, na verdade você é linda, e pô, já tô com saudade.” 0 x infinito pro Eduardo. Ele havia me ganhado.
Quatro da tarde, na esquina da rua Jardins com a Avenida Neiva. Foi meio sem querer que aconteceu. Ele tava ali, bem na minha frente, camiseta azul, bermuda, tênis e cabelo bagunçado. Eu nem tinha reparado na sua existência, mesmo sendo o cara mais perfeito do mundo. Eu sou meio desligada. - Prazer, Eduardo.
- Alice - disse seca, nem olhei pra cara do rapaz. Palhaçada, odiava receber cantadas na rua.
- Bem… Desculpa aí. Tchau.- A voz dele ficou meio sem jeito e eu fiquei com peso na consciência. E se ele quisesse apenas perguntar as horas? Se ele estivesse procurando uma rua? Se ele estivesse afim de fumar e precisasse de um isqueiro? Droga, fui grossa!
- Ei estranho, volta, pode falar.
- Falar o que?
- Como vou saber? Foi você que veio falar comigo.
- Ah, eu queria te ver mais de perto. Eu te vi ali do bar e me deu uma vontade enorme de te ver de perto - Ok, era uma cantada. Mas era fofa, era romântica, sem baixaria. Gostei. 0x1 pro Eduardo.
- Bem, agora você viu.
- Vi, mas não devia ter vindo aqui.
- Porque?
- Eu sou um idiota, você deve estar me achando um idiota e com toda a razão… E bem, agora que eu te vi de perto pude comprovar que você é perfeita. Minha vontade de você cresceu mais ainda. - Ele sorriu pra baixo, tímido, mas dava pra ver que ele sabia que estava me ganhando. Edu não era bobo e eu estava gostando dele. 0x2 pro Eduardo.
- Eu gosto de idiotas.
- Mesmo?
- Sim.
- Me passa seu número.
- 6969-6969. E o seu?
- 8779-4335. - Eu disquei enquanto ele falava e liguei pra ver se era o número certo. O celular dele começou a tocar Cornerstone do Arctic Monkeys. Merda, merda, merda… Ele tinha passado o número certo e gostava de Arctic. 0x4 pro Eduardo.
- A gente bem que podia se encontrar, você sabe… Pela vida.
- E você bem que podia me passar seu número certo pra tornar isso possível. - Eu ri. 0x5 pro Eduardo. Esse garoto tava me fazendo perder a cabeça.
- Eu acabei de te ligar. - Falei de forma irônica. Ele olhou pro celular e digitou algo.
- Salvei como “gostosa”. - Eu ri mais ainda, deixando as minhas covinhas que eu odiava aparecerem.
- Nossa, você é muito idiota mesmo.
- Que bom, você disse que gostava de idiotas.
- Tô parando de gostar.
- Sério?
- Não - Ai a gente paralisou, congelou. Ficamos um tempão olhando um pro outro.
- Seus olhos são tão verdes - Como eu fui ridícula de dizer isso! Eu não era de amolecer mas o tal do Edu… Ele tinha algo de diferente.
- Você é toda pequeninha. Deve caber direitinho nos meus braços - Ah, pelo amor de deus, esse moleque devia estar tirando com a minha cara! Como ele sabia tudo o que eu gostava de ouvir? 0x6 pro Eduardo.
- Quer comprovar isso? - Eu cheguei perto dele e ele me abraçou. Eu fiquei quietinha ouvindo os batimentos dele, e sentindo aquele perfumo bom. Aquilo era o paraíso. As mãos dele seguraram fortemente a minha cintura, até que uma deslizou até minha bunda. Confesso que não esperava nada diferente vindo dele. Me afastei.
- Seu tarado, vou dar queixa na polícia - Olhei pra ele tentando parecer séria, mas não conseguindo. Os dois sorriram.
- Admite, foi bom.
- Foi nada.
- Foi sim - Foi bom. 0x7 pro Eduardo.
- Olha, tenho que ir - Não tinha que ir coisa nenhuma, mas se ficasse mais eu sabia que não iria mais resistir ao charme daquele cara - Me manda uma mensagem qualquer dia.
- Ok - ele voltou pro bar e eu atravessei a rua. Meu celular começou a tocar e por incrível que pareça já era uma mensagem dele. “Você fica linda quando atravessa rua, na verdade você é linda, e pô, já tô com saudade.” 0 x infinito pro Eduardo. Ele havia me ganhado.

__Eduardo e Alice - Cecilia R. dangero-us (via s-pook)




